21
de
novembro
Relacionamentos e outras coisinhas
Pensamento antigo este (tive o insight no decorrer do 1º casamento, 7 anos atrás), mas foi uma conclusão, ou uma observação, que ninguém me desmentiu até hoje. Uma coisinha de nada, mas que no dia-a-dia, faz a maior diferença.
Começo o insigth com a minha mãe. Ela é uma mulher que por ‘n’ motivos (sociais, culturais, financeiros) se casou e passou a depender do marido (meu pai). Ok… isso aconteceu com um mooonte de mulheres da geração dela. Tira uma excessão aqui e ali.
Mas ela não gostava dessa condição. De jei-to ne-nhum…. teve um casal de filhos… e me criou pra eu "nunca depender de marido". Exatamente com essas palavras! Por um montão de motivos, enfim, foi assim.
Eu tinha que estudar, me aprimorar, fazer faculdade e arranjar um booom emprego. Ser independente financeiramente…
: P
Oqueeeei… e lá fui eu… Não lavava uma chícara! Mentira, mas fazia pouco do "serviço de casa". O básico pra me virar. Ótimo, até aqui, nenhuma novidade.
E até aqui, o que os relacionamentos têm a ver com isso? TUDO!!!
Por que o meu irmãozinho, 1 aninho mais novo, foi criado pra não fazer NADA, absolutamente nada, sem a ajuda de uma mulher (neste caso a minha mãe)! E hoje todos estes homens que foram criados pra depender de tudo de uma mulher, se encontram com estas mulheres que não tão nem aí pra essa necessidade deles…
Ou seja: na mesma geração foram criadas mulheres independentes (e que adoram ser assim) e homens que não fazem nada sem ajuda delas (e não se esforçam muito para que isso mude)….
O relacionamento vai pro vinagre, devo admitir.
Esta histórinha já tá mudando, pras gerações mais jovens… mas os de "trinta e poucos" como eu, ainda enfrentam algum resquício deste tipo de criação, um pouco, incoerente.
Esta é só uma constatação, não trago a solução, mesmo porque eu não tenho. O 1º casamento nem deu certo por causa disso…
Na verdade, hoje eu não subestimo o valor de uma boa "ajudante". Quando a encontrei, paguei o preço de ouro que ela vale. E faço questão de mostrar que este papel (de falar com ela e de administrar a casa) não é só meu (nem um pouco!).
De outra forma, lembro ao meu marido que quem tem filho grande é elefante…. rir é sempre o melhor remédio!
: D

